Para o campeão de concurso bíblico sul-americano, os jovens precisam descobrir que a Bíblia é atual e tem respostas para suas perguntas
Por Wendel Lima
Apesar de concorrer com outros dedicados candidatos, para o estudante de Matemática, Leonardo Galleni de Oliveira, de Olímpia, SP, a probabilidade de vencer o concurso bíblico sul-americano era alta. Criado numa cidade em que os testes sobre a Bíblia são uma tradição, ele se inscreveu no Bom de Bíblia 2011 por gostar de estudar o Livro Sagrado e para inspirar outros jovens de sua igreja a cultivar esse bom hábito. Além de crescimento espiritual, sua paixão pela Bíblia lhe rendeu um intercâmbio de três meses na Califórnia (EUA). Leonardo fala sobre seu método de estudo e como a participação no concurso o beneficiou espiritualmente.
Por que e quando decidiu participar do concurso?
Decidi participar do concurso assim que fiquei sabendo do Bom de Bíblia. Quis participar porque desde a minha juventude sou apaixonado por concursos bíblicos e para servir de incentivo aos jovens da minha igreja.
Você achava que tinha chance de ganhar?
Sim, porém achava que ia ser muito difícil, como realmente foi, porque estava muito atarefado e havia outros concorrentes muito dedicados. Percebi que a chance de ganhar era real quando comecei a fazer a última prova e vi que me lembrava de quase tudo o que estava sendo perguntado.
Qual foi a fase mais difícil?
Todas as fases foram difíceis. Desde a etapa distrital já havia candidatos fortes. Mas, para mim, a fase mais disputada foi a da associação, que venci por apenas um ponto de diferença para a segunda colocada.
E que método de estudo você usou?
Já venho estudando para concursos há vários anos, então tenho várias anotações, textos grifados e perguntas arquivadas que posso usar. Mas em 2011 também participei elaborando um concurso para os jovens da igreja que frequento. Com certeza, isso foi de grande ajuda.
Quando você embarca para o intercâmbio na Califórnia?
Ainda não sei muito bem, porque tenho que fazer ajustes no meu emprego, mas possivelmente devo viajar no segundo semestre de 2012. Ainda não falo inglês e nem faço aulas. O que conheço de inglês é através de músicas e filmes, mas não é muito. Pretendo aproveitar para passear bastante por lá nos momentos vagos, porque não é todo dia que se ganha uma viagem para os Estados Unidos.
No que a competição o ajudou espiritualmente?
Em várias coisas. Cada vez que se lê a Bíblia, uma lição nova é aprendida. A parte da Bíblia que mais me chamou a atenção foi a dos evangelhos, principalmente as parábolas de Jesus. Alguns trechos que passamos rapidamente na leitura, tornaram-se mais claros e atrativos para mim. A sabedoria ali encontrada é superior a encontrada em qualquer outro livro.
Sua dedicação inspirou outras pessoas?
Na medida em que ia vencendo as etapas, via algumas crianças querendo ser como eu, então aprendi que aquele que estuda a Bíblia é observado e se torna exemplo. Por isso, procuro me esforçar para minha vida condizer com meu estudo.
O que fazer para popularizar o estudo da Bíblia entre os jovens?
Há muitas coisas. Penso que, em primeiro lugar, os jovens só vão ler a Bíblia se houver uma cultura em seus lares que favoreça isso. A igreja pode ajudar promovendo concursos como esse. E em terceiro lugar, deve-se apresentar aos jovens a Bíblia como um livro atual, que tem as respostas para suas perguntas.
Para saber +
http://www.bomdebiblia.com.br/
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domingo, 11 de dezembro de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
O fim na minha geração
Enfermeira conta porque vibra com a entrega de livros missionários
Eliete Carvalho Coelho, 34 anos, é casada e tem um filho de cinco anos. No seu dia a dia de enfermeira, seja em sala de aula ou no hospital, ela não perde uma oportunidade de presentear amigos ou desconhecidos com os livros missionários lançados a cada ano pela Igreja Adventista em parceria com a Casa Publicadora Brasileira. Neste primeiro semestre, ela já entregou 700 livros. Além disso, Eliete liderou dois projetos com o coral do qual é pianista, em que foram doados 9 mil exemplares. Veja como ela trabalha e o que a motiva.
Conte algumas reações interessantes dos que foram presenteados.
Conte algumas reações interessantes dos que foram presenteados.
Eu tenho várias histórias, não caberiam no blog (risos). Uma vez mandei entregar um livro para o piloto no avião, o que faço há anos, assim como a minha mãe. E o piloto agradeceu no alto falante para todo mundo ouvir, dizendo meu nome. Foi bem legal. Teve outro piloto que foi até minha poltrona agradecer e convidou meu filho para conhecer a cabine do avião. Dessa vez eu tinha entregado o livro O Grande Conflito para o piloto e o livro missionário para o restante da tripulação. O piloto ficou feliz porque disse que adora ler.
Uma vez entreguei para uma moça do caixa do supermercado. Ela ficou tão grata que me deu uma revista de receitas em troca. Soube também de uma pessoa que já está guardando o sábado porque recebeu o livro na caixinha do correio de sua casa, como resultado de um projeto que minha família realizou o em Paraíso de Tocantins, TO, entregando livros na casa dos moradores de cinco bairros.
Mas a experiência mais interessante que tive, aconteceu quando trabalhava na UTI Pediátrica. Entreguei o livro Ainda Existe Esperança para todas as mães das crianças internadas. Uma delas, que estava com a criança em estado bem grave, agradeceu-me com lágrimas nos olhos e pediu para comprar mais cinco exemplares. Dei mais alguns livros para ela e logo depois sua criança teve alta.
Como é o envolvimento da tua família nesse trabalho?
Meu filhinho de cinco anos é entregador-mor de livros. Desde pequeno, ele participa de tudo o que fazemos. Quando moramos no Tocantins, e não tínhamos carro, nós íamos para igreja no sábado entregando folhetos no caminho. É ele que me lembra muitas vezes de levar livros para entregar.
Meu marido tem o mesmo espírito. Essa semana ele perdeu a carteira dele com os documentos. Chateado com a situação, ele disse que reverteria isso em bênção, refazendo seu último trajeto, perguntando sobre sua carteira, e doando um livro para quem o ajudasse.
Mas o maior exemplo vem dos meus pais. Minha mãe e eu estamos disputando para ver quem entrega mais livros esse ano. Meu pai, por exemplo, já teve a ousadia de ir a um velório católico e entregar 50 folhetos sobre a morte, inclusive para o padre.
Como você tem influenciado outras pessoas?
No momento, sou pianista do coral Expressão Jovem do Unasp, campus São Paulo. Nesse ano, fizemos um retiro espiritual em Piedade, SP, e distribuímos 8 mil livros na cidade. Foi muito bom, todos ficaram muito empolgados. No Dia das Mães levei os coristas a um hospital, e lá entregamos mais 900 livros para mães, funcionários e acompanhantes. Estamos pensando em algum projeto para a segunda metade do ano. Queremos chegar aos 15 mil livros distribuídos!
Qual é a motivação para tanta dedicação?
Eu quero realmente que Jesus volte logo. E para isso acontecer depende da igreja. Eu sei que Ele vai ajudar a terminar a pregação do evangelho. Mas tenho que fazer minha parte. Li o artigo do pastor Alberto Timm e sei que Jesus poderia ter voltado em outros momentos, mas a igreja desanimou. Não quero que isso aconteça de novo, por isso, estou animando aqueles que estão perto de mim.
Você acredita que a volta de Jesus está próxima?
Eu tenho sentido que as pessoas estão realmente cansadas. Eu trabalho no setor de treinamento e desenvolvimento de um hospital como enfermeira da Educação Continuada e tenho tido a oportunidade de participar de reuniões com representantes de empresas, de produtos hospitalares e coordenadores de faculdades. Sempre entrego o livro missionário e muitos me agradecem pelo consolo que o livro traz.
Meu pai é adventista há quase 40 anos. Ele disse que nunca viu a igreja trabalhar tanto e com tanta intensidade como agora. Desde 11 de setembro de 2011, o mundo tem se transtornado e a igreja avançado. Tem um momento mais propício do que agora para Jesus voltar? A discussão sobre um dia de descanso "pipoca" todo dia em lugares diferentes no mundo. Estamos cada dia mais perto!
Agora é sua vez!
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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Tuitaços: como tudo começou
Em 2010, os tuiteiros adventistas conseguiram tornar algumas hastags religiosas as mais comentadas do microblog. Saiba como a ideia nasceu
Ele tem nome de cantor adventista, mas a praia dele é a área de novas tecnologias. Robson Fonseca (@robsonfonck), 21 anos, é aluno de Jornalismo do Unasp. Nascido em lar adventista, Robson coordena a equipe de produção do blog A+ (www.unasp-ec.edu.br/amais) e das redes sociais do Unasp (@unaspec). Porém, nunca tinha usado a internet para falar sobre sua fé, até pensar em divulgar a hastag #setimodia, fazendo alusão a crença da guarda do sábado. Depois dessa mobilização, pelo menos mais três tuitaços com temas doutrinários aconteceram em 2010: volta de Jesus, mortalidade da alma e a esperança da ressurreição (Dia de Finados), e a existência de Deus. Que venham os tuitaços de 2011!
Conexão JA: Como e quando surgiu a ideia do tuitaço?
Robson: A ideia surgiu há algum tempo, mas sem muita pretensão. É comum, durante os sábados, os adventistas usuários do Twitter escreverem mensagens com a hastag #SetimoDia. Então, num fim de semana antes do tuitaço, propus aos seguidores do perfil @UNASPec fazer uma mobilização para colocar a hastag #SetimoDia entre os assuntos mais comentados. Como muitas pessoas aderiram à ideia, marcamos o tuitaço para a semana seguinte, dias 6 (sexta) e 7 de agosto (sábado). Assim, durante uma semana, divulgamos no Twitter a ação e muitos se empolgaram bastante com a ideia.
Conexão JA: Qual foi o resultado?
Robson: Pelo que sei, aquela foi a primeira vez que jovens adventistas se mobilizaram para fazer uma ação de evangelismo em massa pela internet. E deu super certo. Só naquele tuitaço, conseguimos a participação de mais de 1.200 usuários que enviaram mais de 24 mil mensagens. Esses jovens se sentiram motivados a falar sobre o que acreditam e mais ainda, sentiram orgulhoso de ser adventista do sétimo dia.
Conexão JA: Que possibilidades evangelísticas você enxerga na internet, especialmente no Twitter?
Robson: A internet possui uma grande vantagem que é a de atingir milhares de pessoas sem que elas saiam de suas casas. Ela vai a lugares onde nem podemos imaginar. Ou seja, é uma ferramenta que temos nas mãos para fazer uso como quisermos, basta querer. Ainda mais o Twitter, que é a rede social do momento, em que temos acesso fácil a muitas pessoas. Por exemplo, durante o tuitaço, muitos enviaram mensagens sobre o sábado para pessoas famosas, algo que seria impossível de se ser fazer pessoalmente. Além disso, o Twitter tem o poder de espalhar conteúdo de uma forma muito fácil e rápida. Se uma pessoa escreve uma mensagem para ser lida pelos seus meros 100 seguidores, essa pode ser retransmitida (RT) por um deles para os seus respectivos seguidores, e assim vai. Dessa forma, se cria um efeito em cadeia, atingindo um número incalculável de pessoas.
Conexão JA: Que dicas você daria para o bom uso dessa ferramenta?
Robson: O Twitter é uma rede de conteúdo. Sendo assim, as pessoas se conectam pelo conteúdo que as outras podem lhe oferecer. E é isso que faz com que os usuários sigam uns aos outros. Logo, quem te segue, já está interessado no que você tem a dizer. Por isso, essa é uma grande oportunidade de falar sobre as coisas que você acredita. Enquanto milhares de pessoas estão comentando sobre artistas, programas de televisão, políticos e outras coisas, os jovens adventistas podem fazer a diferença e escrever mensagens de esperança.
Conexão JA: Que tipo de feedback vocês do Unasp receberam do tuitaço?
Robson: Quem participou se sentiu muito realizado em fazer parte de uma ação inovadora como essa. Algumas instituições da igreja apoiaram o projeto e também nos parabenizaram pela ideia. Durante o tuitaço, diversas pessoas manifestaram dúvidas sobre o sábado e se mostraram interessadas sobre o assunto. Pude responder algumas questões para os usuários. Além disso, vários usuários acessaram o site http://www.sabado.org/ e leram materiais sobre o tema. O real resultado da campanha talvez nunca saberemos agora, apenas na eternidade. E isso só nos motiva a procurar sempre fazer coisas novas e buscar formas diferentes de falar sobre o amor de Deus.
Ele tem nome de cantor adventista, mas a praia dele é a área de novas tecnologias. Robson Fonseca (@robsonfonck), 21 anos, é aluno de Jornalismo do Unasp. Nascido em lar adventista, Robson coordena a equipe de produção do blog A+ (www.unasp-ec.edu.br/amais) e das redes sociais do Unasp (@unaspec). Porém, nunca tinha usado a internet para falar sobre sua fé, até pensar em divulgar a hastag #setimodia, fazendo alusão a crença da guarda do sábado. Depois dessa mobilização, pelo menos mais três tuitaços com temas doutrinários aconteceram em 2010: volta de Jesus, mortalidade da alma e a esperança da ressurreição (Dia de Finados), e a existência de Deus. Que venham os tuitaços de 2011!
Conexão JA: Como e quando surgiu a ideia do tuitaço?
Robson: A ideia surgiu há algum tempo, mas sem muita pretensão. É comum, durante os sábados, os adventistas usuários do Twitter escreverem mensagens com a hastag #SetimoDia. Então, num fim de semana antes do tuitaço, propus aos seguidores do perfil @UNASPec fazer uma mobilização para colocar a hastag #SetimoDia entre os assuntos mais comentados. Como muitas pessoas aderiram à ideia, marcamos o tuitaço para a semana seguinte, dias 6 (sexta) e 7 de agosto (sábado). Assim, durante uma semana, divulgamos no Twitter a ação e muitos se empolgaram bastante com a ideia.
Conexão JA: Qual foi o resultado?
Robson: Pelo que sei, aquela foi a primeira vez que jovens adventistas se mobilizaram para fazer uma ação de evangelismo em massa pela internet. E deu super certo. Só naquele tuitaço, conseguimos a participação de mais de 1.200 usuários que enviaram mais de 24 mil mensagens. Esses jovens se sentiram motivados a falar sobre o que acreditam e mais ainda, sentiram orgulhoso de ser adventista do sétimo dia.
Conexão JA: Que possibilidades evangelísticas você enxerga na internet, especialmente no Twitter?
Robson: A internet possui uma grande vantagem que é a de atingir milhares de pessoas sem que elas saiam de suas casas. Ela vai a lugares onde nem podemos imaginar. Ou seja, é uma ferramenta que temos nas mãos para fazer uso como quisermos, basta querer. Ainda mais o Twitter, que é a rede social do momento, em que temos acesso fácil a muitas pessoas. Por exemplo, durante o tuitaço, muitos enviaram mensagens sobre o sábado para pessoas famosas, algo que seria impossível de se ser fazer pessoalmente. Além disso, o Twitter tem o poder de espalhar conteúdo de uma forma muito fácil e rápida. Se uma pessoa escreve uma mensagem para ser lida pelos seus meros 100 seguidores, essa pode ser retransmitida (RT) por um deles para os seus respectivos seguidores, e assim vai. Dessa forma, se cria um efeito em cadeia, atingindo um número incalculável de pessoas.
Conexão JA: Que dicas você daria para o bom uso dessa ferramenta?
Robson: O Twitter é uma rede de conteúdo. Sendo assim, as pessoas se conectam pelo conteúdo que as outras podem lhe oferecer. E é isso que faz com que os usuários sigam uns aos outros. Logo, quem te segue, já está interessado no que você tem a dizer. Por isso, essa é uma grande oportunidade de falar sobre as coisas que você acredita. Enquanto milhares de pessoas estão comentando sobre artistas, programas de televisão, políticos e outras coisas, os jovens adventistas podem fazer a diferença e escrever mensagens de esperança.
Conexão JA: Que tipo de feedback vocês do Unasp receberam do tuitaço?
Robson: Quem participou se sentiu muito realizado em fazer parte de uma ação inovadora como essa. Algumas instituições da igreja apoiaram o projeto e também nos parabenizaram pela ideia. Durante o tuitaço, diversas pessoas manifestaram dúvidas sobre o sábado e se mostraram interessadas sobre o assunto. Pude responder algumas questões para os usuários. Além disso, vários usuários acessaram o site http://www.sabado.org/ e leram materiais sobre o tema. O real resultado da campanha talvez nunca saberemos agora, apenas na eternidade. E isso só nos motiva a procurar sempre fazer coisas novas e buscar formas diferentes de falar sobre o amor de Deus.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pescar com a rede
Líder dos jovens adventistas sul-americanos fala sobre as ênfases do seu ministério para 2011. O uso evangelístico da internet e ações específicas para os universitários são algumas prioridadesParanaense da cidade de Castro, o pastor Areli Barbosa tem 46 anos e há 14 anos atua como líder de jovens. Em julho do ano passado, em Atlanta, Estados Unidos, ele foi eleito para liderar o ministério jovem em nível sul-americano. É casado com a professora Joci com quem tem duas filhas: Raissa (17) e Milena (15). Nesta entrevista, o pastor Areli explica que ênfase pretende dar ao ministério jovem em 2011 e nos próximos cinco anos. O plano é valorizar o evangelismo pela internet, as mídias da igreja voltadas para os jovens e também dar suporte aos universitários.
Conexão JA: Por que optou trabalhar no ministério jovem?
Areli: Quando estava em Minas Gerais, em 1997, fui nomeado diretor do ministério jovem. Neste momento, entendi que a Igreja queria que eu dedicasse mais tempo para o trabalho com a juventude. O pastor não deve escolher no que irá trabalhar, mas colocar a vida nas mãos de Deus e fazer o que a Igreja pede. Esta é uma das leis dos desbravadores: “ir aonde Deus mandar”. Sinto-me um homem privilegiado e quero me colocar nas mãos de Deus para ser útil.
Conexão JA: Hoje, trabalhar com internet com os jovens é um caminho sem volta?
Areli: A internet é uma ferramenta fantástica e se bem direcionada pode ser uma bênção. Ao realizar os dois congressos de evangelismo online pela web, tinha dois objetivos: levar a juventude a santificar as horas do sábado, mesmo usando a internet (os congressos foram realizados na sexta à noite) e desafiar a juventude a pregar pela web. Ao realizar os eventos, pude descobrir algumas coisas:
(1) A ação pela internet dá um retorno muito rápido. Tivemos casos na programação em que jovens mandaram um folheto missionário virtual e o amigo internauta que recebeu, respondeu agradecido logo em seguida;
(2) A juventude se envolveu acima do esperado. Isso mostra que eles querem que a igreja assuma a responsabilidade de liderar os projetos que eles irão seguir;
(3) Alcançamos nestes dois eventos mais de 100 mil pessoas de forma direta e indireta, em 28 países;
(4) Há um potencial na internet que deve ser explorado, por não ter a barreira do país ou da etnia. A rede alcança a todos;
(5) A ação na internet pode ser duradoura, como o site http://www.esperancaweb.org.br/, que é atualizado constantemente.
Com certeza, a internet bem direcionada é um caminho sem volta, e nos próximos anos estaremos envolvendo com mais intensidade a juventude no uso da rede para pregar o evangelho.
Conexão JA: De que maneira você pretende apoiar as publicações e programas de rádio e de TV voltados para os jovens?
Areli: A igreja tem hoje o grande privilégio de ter uma rede de televisão e rádio. Temos visto como nosso sistema de comunicação tem se tornado de alta qualidade mesmo com os desafios financeiros. A TV Novo Tempo (http://www.novotempo.org.br/) tem uma programação que não precisa de censura, porque é livre para todos os públicos. Isto também nos ensina que o que é próprio para assistir, é aquilo que pode reunir toda a família. Outro ponto importante é a literatura. O que ler? A Casa Publicadora Brasileira (http://www.cpb.com.br/) tem lançado materiais de muita qualidade. E creio que a juventude deveria explorar mais esses materiais. Li recentemente o livro Ainda que caiam os céus, uma história inspiradora de fé de um pastor que viveu na Rússia no auge do regime comunista. Mas a juventude não pode se esquecer do seu periódico: a Conexão JA. Eu participei do nascimento dessa revista. Ela supriu uma lacuna deixada pelo fim da revista Mocidade. O objetivo da Igreja para esta revista é que ela apóie o jovem adventista pré-universitário e universitário a viver as doutrinas e princípios.
Conexão JA: Para este ano, está prevista uma ênfase especial nos universitários adventistas. O que você pensa fazer em favor desse segmento emergente no Brasil?
Areli: Teremos um concurso bíblico voltado para os universitários e a final será na Universidade Adventista do Peru. O concurso Bom de Bíblia tem como principal objetivo levar a igreja a ler mais a Palavra de Deus. A Bíblia deve fazer parte da rotina das pessoas porque ela é a voz de Deus a nos orientar, em especial os jovens. Dos 17 aos 24 anos, os jovens, em geral, tomam as duas decisões mais importantes da vida: que profissão segui e com quem vai se casar. Nesta hora, a Bíblia é “lâmpada para os pés e luz para os caminhos”. Além disso, vamos incentivar a formação de associações de universitários, para ajudar os jovens nos seus desafios acadêmicos.
Conexão JA: Quais serão as marcas do seu trabalho pelos próximos cinco anos como líder dos jovens adventistas sul-americanos?
Areli: Quero que cada vez mais a juventude tenha responsabilidade missionária, envolvimento e carinho por sua igreja local, com uma vida de respeito e reverência para com os princípios, pais e líderes. Desejo que a juventude me veja como um pregador da Bíblia, apoiador dos projetos da Igreja e incentivador da missão. Quando olho para a juventude, penso nas minhas duas filhas, por isso, quero ser um conselheiro e apoiador dos jovens e liderá-los para a vida eterna.
Por Wendel Lima
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